sábado, maio 31, 2008

OK! Eu confesso...

Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.
1Pedro 2:6

Jesus é a nossa rocha! É Nele que nos apoiamos e é Nele que confiamos...

Como já devem ter percebido pelos posts que aqui vou fazendo, a minha vida profissional tem tendência a imiscuir-se noutros assuntos. E é isto que eu confesso: sou um viciado em trabalho!

A verdade é que sou um viciado em trabalho por várias razões:
  • influência da família: cresci com os meus pais a trabalharem uma semana inteira (a minha mãe em casa e no campo) e depois ainda aos Sábados e muitas vezes também aos Domingos!
  • desconforto pessoal: faz-me impressão estar parado, de tal forma que por vezes quando estou em momentos de maior descontracção, acabo por estar a fazer trabalho mental!
  • gosto muito do que faço: sou uma daquelas pessoas que trabalho naquilo que desde os meus 13/14 anos sonhei que gostava de fazer (esta é uma história para outro dia, mas também aqui devo muito a Deus)
O problema de ser viciado em trabalho é que me leva a desconsiderar outras coisas mais importantes, nomeadamente Deus e a minha família.

Olhando para a figura da rocha, é como se eu tivesse umas quantas rochas onde apoio a minha vida:
  • Jesus
  • Família
  • Trabalho
  • Amigos
  • ...
Esta deveria ser a ordem certa, muito tempo com Jesus (a nossa rocha principal, firme, grande, de confiança), algum tempo com a família (uma rocha secundária, um pouco menos firme, mais pequena), menos tempo com o trabalho e as restantes (rochas pequenas, instáveis, nas quais podemos depositar pouca confiança, mesmo quando se trata dos nossos melhores amigos). O problema é que no meu caso (e no de muita gente), acabo por dedicar mais tempo à rocha do trabalho, por isso passo a vida desiquilibrado, a afundar-me, cheio de dúvidas. E às vezes , quando a areia já chega aos joelhos, vejo-me forçado a saltar para uma das outras e aterro mal!

Quero com isto dizer, que muitas das vezes os problemas e dificuldades do trabalho vêm comigo para casa e depois é a minha esposa e os filhos que pagam as favas: uma resposta mais irada aqui, uma reacção menos agradável ali e por aí fora. E é claro que estas coisas crescem em espiral e por isso quando dou por mim, estou aos pés de Deus, novamente, a pedir perdão por mais uns erros, mais umas coisas que se poderiam não ter dito nem feito e a pedir a ajuda do Senhor, resumindo, a colocar-me de pé em cima da Rocha!

Como disse na última mensagem, o fim de semana passado foi tempo de estar no Congresso Mundial das Assembleias de Deus e posso-vos dizer que o Espírito Santo esteve ali, e naquele tempo, uma das coisas que Deus me disse foi: "Quero-te mais tempo na Minha Rocha!" e é isso que eu quero fazer agora. Vai ser difícil, até porque eu acredito que o diabo tem usado o meu emprego e o meu "vício" contra mim, mas agora eu já sei... Deus em primeiro lugar!

Não quero com isto dizer que vou agora deixar de trabalhar ou de dar atenção à família e amigos, quero sim dizer que, ainda quando trabalho, quando estou com a minha família, quando estou com os amigos, ainda nessas alturas eu vou estar na Rocha que é Jesus! Ou seja, vou esforçar-me para colocá-Lo ao meu lado quando trabalho, quando brinco com os meus filhos, quando troco carinhos com a minha esposa, quando bebo um café com os amigos. A Rocha não está lá só para as alturas em que nos afundamos e desesperamos, ela está lá para termos os pés sempre firmes, sem desequilíbrios!

Porque sei que este é um problema que aflige muita gente, tanto crentes como descrentes, resolvi colocar aqui a minha experiência (que não é melhor, nem pior que a dos outros). Espero apenas, caros leitores que agora que leram estas minhas palavras, possam parar um pouco e reflectir nas vossas vidas, vejam se têm andado por rochas menos seguras e voltem àquela que é acima de todas as rochas.

Jesus é a nossa rocha, rocha eterna, rocha de salvação!

quarta-feira, maio 28, 2008


porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé

1 João 5:4

Se na minha última entrada aqui dizia que estava a ser complicado manter as promessas do início do ano, agora sou forçado a admitir a derrota!

As explicações são muitas (a mais fácil sendo a falsa questão da falta de tempo), mas há duas que eu considero esenciais:
  1. Escrever nunca foi a minha vocação;
  2. Não coloquei Deus neste assunto.
Pois é, desde que era criança que a escrita nunca foi o meu forte. A principal razão é a minha falta de imaginação! Eu era daquelas crianças que quando andava na Escola Primária conseguia fazer uma composição acerca das férias de Verão em 2 ou 3 frases. Mais tarde na minha vida académica as coisas não melhoraram (escrever a minha tese de Mestrado foi um verdadeiro suplício) e ainda hoje a palavra 'Relatório' dá-me arrepios na espinha.

E é aqui que surge a segunda razão! Diz a Bíblia que não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus (2 Cor 3:5), mas a verdade é que desde a altura em que criei este espaço e lhe dei o sub-título de "um lugar de escrita incerta" que me tenho dedicado a este assunto sozinho. Os temas, os versículos e as ideias vêm à minha cabeça ao acompanhar o dia-a-dia, ao ler a Bíblia e ao reflectir em determinados assuntos, mas em muito poucos em pedi ao Senhor que me capacitasse para escrever uma mensagem verdadeiramente inspirada por ele.

Este fim-de-semana foi o Congresso Mundial das Assembleias de Deus e entre o tempo muito bom que ali tivemos e os encontros com pessoas que há muito não víamos, uma das coisas que achei mais interessante foi ver a quantidade de pessoas que lê estas coisas on-line (não as minhas, mas as da minha esposa por exemplo) e que este poderá ser um meio bastante válido de divulgação da Palavra de Deus no nosso mundo, cada vez mais corrompido e desejoso de salvação.

Assim, perante todas estas constatações, proclamo que este vai voltar a ser um lugar de escrita incerta, mas sobre orientação divina. Oro para que o Senhor me abençoe neste trabalho também e que também assim eu possa contribuir para a divulgação da sua Palava. E este vai também ser um lugar de vitória.

Aos meus parcos, mas fieis leitores, desejo que o nosso Pai celestial vos possa abençoar ricamente.

terça-feira, março 25, 2008

Deixar tudo...

Depois disso saiu e, vendo um publicano chamado Levi, sentado na coletoria, disse-lhe: Segue-me. Este, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.
Lucas 5:27-28


Claramente o meu objectivo de um post por semana está difícil de concretizar. São muitas coisas, muitos afazeres e aqui o blog fica para último e o tempo vai-se passando sem novas adições. Isso não me preocupa, é apenas um blog e apesar de saber que tenho algumas visitas, sei que o que escrevo não é usado como base espíritual para ninguém (ou pelo menos não devia) e são apenas os meus pensamentos, colocados aqui de forma pública de forma a que outros possam ser abençoados por eles...

No entanto, o preocupante é quando coisas importantes da nossa vida são colocadas para trás, em segundo plano e com isso nos prejudicamos gravemente. Levi era um publicano, um colector de impostos e estes eram conhecidos por serem corruptos, por cobrarem mais que exigido e dessa forma enriquecerem rapidamente! A Bíblia não refere se Levi era ou não corrupto ou, se como Zaqueu (Lucas 19:2-8) prometeu devolver o que tinha cobrado a mais. O que a Bíblia refere de Levi (também conhecido como Mateus, autor de um dos evangelhos) é que quando Jesus o chamou ele deixou tudo e o seguiu. Levi não foi o único a fazê-lo, mas provavelmente daqueles que o fizeram foi dos que mais perdeu em termos de riqueza, trocando o conforto da sua casa pelas rochas do caminho, por onde seguiu Jesus.

Há dias na minha vida em que eu gostava de ser um pouco mais como Levi, ter a coragem de abandonar certos confortos e segui-Lo incondicionavelmente.

Apesar de tudo, a cada dia que passa, esforço-me por conhecer melhor o meu Deus, estar mais próximo dele e a cada dia que passa tento deixar tudo para trás para O seguir.

Se Deus te chama: segue-O, deixa tudo para trás, este mundo nada tem para nos oferecer...

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

As saídas fáceis

livra-te como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro
Provérbios 6:5

Nós portugueses somos conhecidos pela nossa capacidade de nos desenrascar-mos. O desenrasque não é mais que uma saída fácil para um problema complicado. Muitas das vezes os problemas complicam-se porque deixamos para a última hora e já não há tempo para procurar a melhorar solução e então, desenrasca-se qualquer coisa.

Hoje escrevo aqui acerca deste assunto porque nós cristãos temos que ter atenção às saídas fáceis, ao desenrasque!

Este mês, para variar, tem sido complicado num determinado aspecto da minha vida (que para o caso não é relevante). A cada dia que passa as coisas complicam-se mais, mas eu e a minha família confiamos em Deus e temos entregue tudo nas suas mãos.

Há uns dias atrás surgiu uma possibilidade que aparentemente nos iria ajudar. Tudo o que era preciso era uma assinatura num papel a dizer que fiz algo que não fiz, e o problema desaparecia. Só que isto é mentir e ao contrário do que se diz por aí, não existem pequenas e grandes mentiras, nem mentiras suaves, nem mentiras sérias. Existem simplesmente mentiras, algo que desagrada ao nosso querido Senhor. Por isso, eu e a minha esposa optámos pela continuação da dificuldade, pela obediência e pela fidelidade. Sabemos que o Senhor nos vai recompensar.

Assim, tal como diz a passagem que transcrevi acima, temos de nos esforçar para ir fugindo das armadilhas que o inimigo nos vai colocando e continuar fiéis e obedientes ao nosso Pai. Sempre que for confrontado com uma decisão difícil, entregue a Deus. Se tem dúvidas acerca da decisão correcta, seja conservador: é preferível perder algo, por muito grande ou pequeno que seja, aqui neste mundo e ganhar o Céu, a ganhar cá e perder a salvação.

O Senhor é o nosso bom pastor, nada nos faltará!

Não escrevo estas coisas para que pensem que sou melhor ou pior que outros, mas apenas para testemunhar das coisas que vou encontrando na minha vida e que acho que podem ajudar outros. Desta vez vi a armadilha, outras houve que não. E ao longo da minha vida irei continuar a cair nelas, porque sou pecador, mas o importante é que percebamos quando caímos, para que nos voltemos para Jesus, lhe peçamos perdão e possamos continuar a nossa caminhada. E assim, nesta hora, inspecciona-te e se caíste, arrepende-te, confessa os teus pecados a Deus e aproxima-te Dele!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Viva a tribulação!

Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo

João 16:33


Há uns meses escrevi aqui que é “Difícil ser Cristão”. Mas a verdade é que ser cristão e crente em Deus também é muito bom.

Desde há umas semanas para cá que a minha vida tem andado cheia de problemas. Não são daqueles horríveis que nos deixam sem sono, cansados, fartos de tudo, mas são daqueles que moem, que chateiam e que nos tiram a concentração do essencial.

Nestas semanas mais recentes pude testemunhar (como noutras vezes) como as palavras de Jesus que acima transcrevi, são reais:

  • No meu último post já referi uma destas situações, em que apesar da tribulação, o Senhor deu vitória;

  • A semana passada, em dia de culto, o meu carro avariou, mas a benção foi que avariou mesmo à porta de casa;

  • No dia seguinte foi para a oficina, a perspectiva do arranjo não era muito boa: uma embraiagem nova (e cara!). Nesse mesmo dia ao falar com a minha esposa percebemos que para além dessa despesa com que não contávamos, ela teria que fazer uns quantos exames médicos e ir a consultas. Eu disse-lhe: “parece-me que o diabo nos está a querer chatear. Esquece lá: é tudo para a glória de Deus”. À tarde, veio a benção, afinal o arranjo era mais simples e muito mais barato. Jesus voltou a dar-nos a sua vitória.

  • Hoje, no emprego, passei (em conjunto com os meus colegas) por um daqueles dias mesmo mauzinhos. Quando olho agora pra trâs parece-me uma daquelas cenas cómicas de um filme antigo em que alguém vai tapando pequenos buracos que surgem e por onde entra água, com dedos, nariz, testa, o que tiver à mão! O meu dia hoje foi assim: por cada problema resolvido dois apareciam! À tarde, quando fui buscar o meu carro à oficina, tive finalmente tempo para respirar e orar um pouco. Voltei ao serviço e a vitória chegou pouco depois: os problemas foram todos resolvidos.


Jesus disse que neste mundo sentiríamos tribulações e todos nós sabemos que quanto mais perto estamos Dele, mais o inimigo nos ataca, por isso, olhando para os últimos meses da minha vida, só posso dizer que acredito que estou no caminho certo, caminhando de encontro a Jesus. É certo que ainda tropeço de vez em quando, mas o caminho está à minha frente e assim digo: tribulações, que venham, pois Jesus já me garantiu a vitória.


Masoquista? Não, não sou. Maluco? Também não! Apenas vou aprendendo com Jesus e com a sua palavra a olhar para a minha vida com a perspectiva do “copo meio-cheio”: Meio-cheio do Espírito Santo e a encher-se cada vez mais.

Tens problemas? Jesus dá-te vitória sobre todos eles!

P.S: este é o meu post de 14 de Janeiro, assumindo que eu vou manter o meu compromisso de um post por semana...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Porque sou diferente

Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo, retendo a palavra da vida; para que no dia de Cristo eu tenha motivo de gloriar-me de que não foi em vão que corri nem em vão que trabalhei.
Filipenses 2, 13-15

Hoje vi estes três versículos logo pela manhã! Todos os dias veja na Internet uns "versículos do dia". Muitas das vezes leio-os mas como já estou a trabalhar penso pouco neles, mas estes três hoje ficaram "gravados" na minha memória. Quando chegou a hora de almoço eu já sabia porquê...

Hoje foi um dia em que recebi notícias menos boas em termos de trabalho: existia uma determinada perspectiva profissional que agora, devido às dificuldades económicas do país e do local onde trabalho em particular, já não será possível, ou pelo menos não na forma como eu pensava.

Mas porque sou filho de Deus, sou diferente: a notícia foi-me transmitida a mim e a mais duas pessoas. Aquela notícia não me incomodou, aliás senti a paz do Senhor ao recebê-la, mas os meus colegas ficaram aborrecidos, exaltados, frustrados...

É interessante que há uns meses atrás eu, a minha família, os amgos, todos oramos para que o Senhor tornasse esta perspectiva (uma pequena promoção que iria agora ser definitiva) uma possibilidade real, mas desde o primeiro dia que eu sentia que as coisas ainda não estavam bem. Ainda ontem falava com a minha esposa e lhe dizia que esta situação me estava a prejudicar, estava-me a roubar tempo com Deus, e hoje aconteceu isto e eu pensei que, porque sou diferente já deveria estar à espera: o Pai quer-nos com Ele e quando começamos a perder o sentido certo da vida, chama-nos. Sei que tem o melhor para mim e espero com paciência e humildade pela concretização dos Seus desejos na minha vida, porque, como tantos outros, sou diferente...

Finalmente, porque sou diferente tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Romanos 8:18), que é como quem diz: tudo isto que tenho agora é passageiro, a glória será eterna!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Ano Novo, Vida Nova

Chegado ao fim um ano e tendo iniciado um novo, é chegada também a hora de fazer balanços:
uns fazem balanços dos seus negócios, outras das suas finanças, outros da sua vida, além disso fazem-se planos para o novo ano, em que tudo vai ser diferente, melhor...

Na realidade, o ano Novo não vai resolver problemas nem dar vida nova, isso só Jesus pode, e se há balanço que podemos e devemos fazer é o balanço da nossa vida antes e depois de O conhecermos e aceitarmos.

Eu não sou grande fã da passagem de ano, afinal de contas é só mais uma noite! O que nos impede de celebrar também as passagens de mês? Ou de estação? Desagrada-me especialmente a forma como a passagem de ano é feita: cheia de exageros, álcool, comida, etc. Se é para celebrar, prefiro fazê-lo em paz e sossego, no aconchego da minha casa (ou melhor ainda, no aconchego de uma igreja a Louvá-Lo).

Mas porque sou um homem de carne e osso, aproveito esta mensagem para fazer o balanço de 2007 e apresentar o meu plano para 2008.

Em 2007 fiquei aquém dos meus objectivos:

  • Conhecer melhor o meu Deus
  • Deixar-me usar mais por Ele
  • Escrever mais umas mensagens aqui
  • Não perder a minha orientação na Sua direcção
Não quero com isto dizer que falhei, apenas não estive tão bem como eu queria e como seria desejável.

Para 2008 os meus objectivos são:
  • Continuar a conhecê-Lo melhor, para saber o que Ele quer para mim e de que forma
  • Entregar-me mais aos Seus desejos
  • Escrever uma mensagem por semana (o que quer dizer que já estou em atraso)
  • Enfiar na minha cabeça complicada que só Deus importa e que tudo o resto vem por acréscimo.
Aos meus leitores, acabo desejando não um bom ano, mas uma boa vida, cheia de Jesus e que Ele vos abençoe e vos dê tudo o que necessitam.

sexta-feira, outubro 26, 2007

As tempestades...

E eis que se levantou no mar tão grande tempestade que o barco era coberto pelas ondas; Ele porém, estava dormindo. Os discípulos, pois, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Salva-nos, Senhor, que estamos perecendo. Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança.
Mat 8:24-26

Todos os dias da nossa vida têm a sua quantidade de pequenas tempestades: são as crianças e as suas birras, os problemas no trabalho, etc. Mas há alturas em que parece que todo o mundo entra em convulsão numa enorme tempestade contra nós e é nessas alturas que a nossa fé é posta à prova!

Se na última vez que escrevi aqui me "queixava" de ter estado mais de um mês sem escrever, que direi agora... depois de um mês de férias (com muita chuva, diga-se) voltámos à nossa rotina, só que não foi bem a nossa rotina que encontrámos e várias têm sido as grandes tempestades que têm surgido na nossa vida:
  • começamos com a operação do nosso filho mais velho. Tudo correu bem: estava nas mãos do Senhor, que nos arranjou bons médicos e meio de os pagar!
  • a família Grilo, as pastorear-nos à dois anos e que são grandes amigos e companheiros, anunciaram-nos que iam mudar para outra Igreja. Ficámos tristes pela perda da proximidade mas felizes pela forma como o Senhor os usou na nossa vida e da nossa pequena comunidade e oramos por eles a cada dia para que possam continuar a influenciar vidas com o seu trabalho, agora na Covilhã e em Belmonte! Não é que seja uma tempestade muito grande na nossa vida, afinal de contas adoramos a Deus e não aos homens e a vida continua, mas não deixa de nos afectar.
  • As coisas no trabalho complicaram-se: pela primeira vez em 10 anos de trabalho, existe uma parede entre a minha mulher e eu. Não é a parede que vai arrefecer o nosso amor, mas sinto saudades de levantar a minha cabeça e vê-la ali, embora nunca lho tenha dito... Além disso passei a deter um cargo de maior responsabilidade e oro para que o nosso Deus me dê a sabedoria e a força para desempenhar este trabalho com justiça e rectidão e que esta seja também uma forma de O glorificar.
  • A Sara, minha sobrinha, adoeceu gravemente: há mais de duas semanas que está no hospital. Durante dias as notícias que recebemos eram negativas, transmitidas pelo meu cunhado, em desespero, sem culpa mas também sem a paz do nosso Salvador, pois ele é discrente. Foram dias de grande angústia, mas finalmente esta semana o nosso Pai misericordioso começou a mostrar que está no comando da situação: a Sara melhorou, embora talvez ainda tenha que ser operada, confiamos que tudo será feito conforme a Sua vontade.
Sozinho, ou mesmo com a companhia da minha mulher amada, eu não seria capaz de lutar contra todas estas coisas, e embora às vezes acabe a questionar a minha fé, a verdade é que nestes dias, Jesus tem sido o meu consolo, aquele que tem repreendido os ventos e os mares que se têm arremessado contra mim e contra a minha família.

É com os meus olhos turvos pelas lágrimas que acabo este texto, não que esteja triste, mas sim comovido com a graça do meu Pai Celestial, cansado, mas ainda assim em paz nos braços Dele.

Obrigado Senhor meu Deus, pela tua infinita misericórdia!

terça-feira, julho 10, 2007

Mais tarde...

Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
2 Pedro 3:8
Hoje dei-me conta que há mais de um mês que não escrevia nada aqui! Não precisei de pensar muito para perceber porquê: falta de tempo! O que veio a seguir é que me deixou preocupado...

Comecei a reflectir um pouco mais acerca das razões pelas quais de repente comecei a ficar sem tempo e concluí que o problema é bem mais grave do que apenas não escrever uns textos num blog, o problema é que escrever neste blog é para mim uma forma de dedicar algum tempo a Deus: implica pesquisar um excerto da bíblia que se enquadre naquilo que quero dizer, implica orar um pouco para o colocar de uma forma que seja benção para mim e para outros, enfim, implica pensar em Deus e se eu não tenho tempo para escrever então é porque não tenho tempo para Deus!

Agora que olho para um mês e meio de silêncio percebo que me afastei de Deus. Não quer dizer que me tenha desviado, apenas não estou tão próximo como queria e poderia estar, e isto é o suficiente para abrir brechas na defesa contra o inimigo e ele tem aproveitado...

O passo seguinte foi perceber onde estava a perder tempo e não foi muito difícil perceber: o trabalho complicou-se nestas semanas e por isso há noite (tempo preferencial para estes meus devaneios) estou mais cansado (além disso chegou o calor e isso implica passar mais tempo com os miúdos a brincar, logo ficou ainda mais cansado) e assim quando chega a noite prefiro sentar-me no sofá a olhar para a televisão, ou a ler uma revista ou um livro ou pior ainda, a trabalhar e vou sempre dizendo a mim próprio "mais tarde leio a bíblia", "mais tarde oro", "mais tarde...", "mais tarde"... Imagine-se que Jesus também tinha dito "mais tarde": "mais tarde faço milagres", "mais tarde pregarei", "mais tarde morrerei e derrotarei a morte", ...

É verdade que para Deus um dia pode ser como mil anos, mas para nós tem apenas 24horas que o Senhor nos dá para gerirmos assim como nos dá dinheiro, comida e outras coisas. Imaginemos que da mesma forma que damos dízimo dos nossos bens teríamos que dar dízimo do tempo que Deus nos dá: teríamos todos os dias que lhe dedicar 144 minutos ou seja duas horas e 24 minutos. Até pode parecer muito, mas na realidade não deveria ser assim tão díficil: 15 minutos de manhã de oração, mais 10 minutos no duche, mais 15 minutos ao pequeno-almoço, na viagem para o emprego em vez de buzinar ao condutor da frente dê graças a Deus, ao almoço, ao jantar, etc. No fim do dia, tudo bem somado e provavelmente temos bem mais que os 144 minutos.

Se possível aprenda hoje com os meus erros, dedique mais tempo a Deus! Se já leu 5 capítulos da Bíblia, leia mais um. Se já orou, ore novamente uma oração só de agradecimento; Se já leu um artigo numa revista, um devocional, uma página de um livro evangélico, leia outro. Se não sabe mais o que fazer para estar com Deus, escreva, ou coloque uma música a tocar baixinho, feche os seus olhos e pense apenas e só no seu Deus maravilhoso e em quanto ele tem feito por si. Não Lhe volte as costas, nada é melhor que Ele. Tudo o resto pode ficar para "mais tarde..."

segunda-feira, maio 21, 2007

As alegrias e tristezas da paternidade

Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se
Lucas 15:22-24

O drama da pequena Madeleine McCann está em todos os noticiários (embora agora com menos intensidade) e é realmente chocante pensar o que poderá ter acontecido à pequena ou o que lhe poderá estar a acontecer.

Sendo também pai, nem consigo imaginar o que faria se algo assim acontecesse aos meus filhos, mas sei que mais tarde ou mais cedo (preferencialmente mais cedo, mas conheço-me) teria que entregar tudo nas mãos do nosso Deus, que tudo pode e tudo sabe. É por isso com certa admiração que olho para aquele casal, sabendo que devem estar em grande sofrimento, mas ao mesmo tempo conseguem manter a cabeça fria (pelo menos em público) e têm mostrado (à sua maneira) que confiam em Deus para os ajudar.

Mas ao olhar para toda esta situação há algo que me leva a traçar um paralelo com a nossa vida e com o nosso Pai celestial: Deus é nosso Pai, quando nascemos e somos apenas crianças continuamos filhos de Deus, na inocência do desconhecimento do pecado. À medida que vamos crescendo, alguns de nós tendem a afastar-se de Deus, são raptados pelo pecado, mas ao contrário do casal McCann (que desconhece o paradeiro da sua filha), o nosso Pai, sabe onde estamos e o que fazemos e isso lhe causa tristeza e pesar... Aqui a grande diferença é que nós podemos sempre voltar atrás; a Madeleine não!

É de imaginar que se a pequena Madeleine voltar para os seus pais, eles a vão receber em festa e o mesmo se com o nosso Pai. Assim, é com grande alegria que Ele nos recebe de volta, quando cansados deste mundo (como o filho pródigo), do pecado e das lutas, nos rendemos aos seus pés e "voltamos a casa". Nessa altura, tal como o pai da parábola que Jesus contou, também o nosso Pai faz uma festa e se regozija. Tal como este filho, que esbanjou a herança do seu pai, também nós vamos esbanjando a nossa herança, caminhando no mundo, mas um dia, tal como este também muitos de nós nos apercebemos que não temos nada e que a única solução é voltar ao Pai e então nos aproximamos devagar, com arrependimento, desculpas e por vezes medo por não reconhecermos que o Pai está de braços abertos à nossa espera.

Assim, caro leitor, se estás sozinho no mundo e achas que nada mais há para ti, volta para casa, arrepende-te dos teus pecados e pede perdão ao teu Pai celeste, pois ele te espera de braços abertos, pronto a festejar. Assim é o nosso Deus: misericordioso!

segunda-feira, abril 02, 2007

É difícil ser cristão...

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.
Hebreus 9:22



Nesta passagem, Paulo refere-se a Moisés e à forma como no antigo testamento era feita a remissão dos pecados: os animais eram sacrificados e o sangue era o elemento purificador!

A Bíblia está cheio de paralelos entre o antigo e o novo testamento e este é mais um caso disso mesmo: Jesus o cordeiro enviado por Deus foi sacrificado, não no altar do templo, mas numa cruz e com o Seu sangue salvou-nos, remiu os nossos pecados. Agora Jesus é o elemento purificador!

Mas há aqui um outro ensinamento que podemos retirar. Hoje já não sacrificamos animais e Jesus morreu, ressuscitou e quando voltar vai ser em glória para nos levar com ele, mas quer isto dizer que já não há necessidade de derramar sangue? Eu penso que não: quando no antigo testamento sacrificavam animais, os hebreus sacrificavam os melhores, sem defeito e provavelmente isso implicava um grande esforço para algumas famílias: o melhor animal morria no templo e para eles comerem ficam com os outros! E nós, temos que fazer esforços? Devemos fazer esforços? É claro que sim e não são poucos e cada um nos custa uma ou mais gotas de sangue do nosso sangue (se bem que em sentido figurado, não precisamos de fazer sacrifícios sobre-humanos e colocar a nossa vida em risco para agradar ao nosso Deus): é o esforço de mudar-mos a nossa vida, é irmos à Igreja, participar nas actividades, dar o dízimo e poderia continuar com tantas outras coisas que às vezes nos parecem tão penosas, mas que no fim são uma benção e das quais o nosso Deus muito se agrada.

A grande diferença entre nós e os Hebreus do antigo testamento acaba por ser a forma como efectuamos o sacrifício: eles sacrificavam animais, nós sacrificamos o nosso tempo, a nossa vida, os nossos bens, mas em qualquer dos casos nenhum de nós sangra verdadeiramente e nenhum de nós sacrifica nada que não nos tenha sido dado pelo nosso Deus.

Assim, vale a pena sangrar...

segunda-feira, março 19, 2007

Servir ou ser servido?

Levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.

João 13:4-5


No dia 4 deste mês fui consagrado Diácono. O principal conselho que me deram relativamente ao desempenho deste ministério foi que não deixasse de fazer o que levou o restante ministério da Igreja a escolher-me e aceitar-me como diácono!

Olhando melhor para a palavra diácono, observamos que é uma palavra que tem origem no grego diakonos que é normalmente traduzida por servo ou aquele que serve. Olhando para a história da Igreja observa-se que os primeiros diáconos foram consagrados no consílio de Jerusalém (ver Actos 6) e entre eles estava Estevão, que acabou por morrer apedrejado.

Mas se o propósito de um diácono é servir, porquê fazê-lo? Afinal de contas no mundo de hoje cada um procura usufruir do máximo de regalias possível indepentemente da forma como as obtém. Porque é que eu, licenciado e mestre em Engª Informática, me hei-de rebaixar a servir outros sabendo que no fim do dia a minha carteira vai estar na mesma ou pior ainda, mais vazia, que vou estar cansado, esgotado...

Eu acredito que a resposta está, entre muitos outros locais, no versículo que transcrevi: Jesus, o próprio Filho de Deus, rebaixou-se ao ponto de lavar os pés dos seus discípulos! Pensem nisto, o mesmo Jesus que trouxe Lázaro dos mortos com a sua voz, que deu vista aos cegos com o seu toque, que curou uma mulher com as suas vestes, dobrou-se e lavou e enxugou os pés aos seus discípulos. Ele poderia ter apontado para os pés deles e dito "Limpem-se!", mas isso não daria para transmitir a mensagem e a mensagem, que o próprio Jesus (ver, por exemplo, Marcos 10:31) várias vezes referiu é que os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. E se é assim, então eu quero ser um dos últimos...

terça-feira, março 06, 2007

Nascer de novo

"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."
João 3:3

Hoje é o meu aniversário: faço 33 anos!

A nossa vida é cheia de pequenos aniversários e efemérides, muitos dos quais ignoramos ou esquecemos por serem insignificantes (eu por exemplo sei que há 32 anos atrás comecei a dar os meus primeiros passos sozinho) outros ficam marcados para sempre e não os esquecemos: o nascimento, o casamento, a entrega a DEUS e muitos outros. Mas hoje, porque é o meu dia de aniversário eu quero falar do meu nascimento. Não do nascimento para a vida neste mundo, mas do meu nascimento para a Salvação!

Desde muito cedo que eu sempre frequentei a igreja católica. Fiz a primeira-comunhão, profissão de fé, fui crismado, fui acólito e quando cheguei aos meus 20 anos eu achava que conhecia Deus, Jesus e a Bíblia. Mas estava enganado... tão enganado que a primeira vez que fui a uma Assembleia de Deus (nas Caldas da Rainha) tudo aquilo me parecia estranho, aquelas pessoas não podiam estar a falar do mesmo Jesus que eu conhecia e eu tinha razão! A verdade é que eu não conhecia verdadeiramente Jesus, pois para mim ele era quase um personagem histórico, um Júlio César ou um Afonso Henriques, mas pouco mais, e quando eu percebi isso entreguei-me a Ele!

Em toda a minha vida nunca fumei, bebi ou usei drogas. E, tirando o facto de dizer muitos palavrões e praguejar, não acreditei que tivesse que fazer grandes mudanças na minha vida, por isso o meu nascer de novo foi quase imperceptível. Mas a verdade é que ao longo dos últimos doze anos, à medida que vou conhecendo melhor o meu Deus e os seus desejos para a minha vida, me apercebo que efectivamente nasci de novo e continuo a nascer a cada dia que passa, de cada vez que descubro um versículo tantas vezes lido mas até agora incompreendido. Para mim nascer de novo tem sido morrer dia a dia, morrer para o mundo, nascer para Cristo!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Vida

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
João 14:6


É já no próximo dia 24 de Março que na bela vila alentejana do Redondo, se vai realizar mais um Encontro de Jovens do Alentejo dedicado ao tema Vida!

Quem quiser saber mais pode ir ver a página do encontro em http://www.encontrojovensalentejo.org.pt/. Por enquanto a informação ainda é pouca, mas dentro em breve o site estará a fervilhar de informação.

Como sempre, o objectivo será louvar o nosso Deus e se possível dar um abanão naqueles que ainda não O conhecem. Aleluia e que a vontade Dele possa prevalecer sobre todas as coisas.

domingo, fevereiro 18, 2007

É Carnaval, temos que levar a mal!

Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo os quais vos diziam: Nos últimos tempos haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões; são sensuais, e não têm o Espírito. Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo (...)
Judas 1:17-20

Costuma-se dizer no nosso país "é carnaval ninguém leva a mal", mas será que nos podemos dar a esse luxo?

Eu acho que não! Para começar o carnaval tem origens pagãs e nós cristãos devemos apenas festejar e celebrar as efemérides verdadeiramente divinas. Segundo alguns estudiosos, o carnaval teve origem nos bacanais romanos (orgias de sexo, bebida e outras coisas que tais) tendo sido depois adaptado ao cristianismo (como se isso fosse possível) convertendo-se num tempo de festividades entre a celebração dos Reis e o início da quaresma (período durante o qual os cristãos deveriam ter uma vida mais santificada e resguardada para se prepararem para a Páscoa).

Em segundo lugar existem certos costumes associados ao carnaval que não são nem podem ser aceites por nós cristãos. Os disfarces representam não só a mentira (afinal de contas as pessoas fazem-se passar por quem não são), mas são também aproveitados pelo inimigo para dar a ideia que certas coisas são aceitáveis (por alguma razão os disfarces de bruxas são tão comuns, assim como os homens que se disfarçam de mulher e vice-versa e todas estas coisas são abominações para o nosso Deus maravilhoso). Depois há as danças, mais uma vez de origem pagã, onde (na sua maioria) mulheres quase nuas ( e por vezes mesmo nuas) se abanam ao som de ritmos tribais, num frenesim de carne e de pecado a lembrar os bacanais romanos. Estas mulheres mostram-se sem qualquer pudor, pecando e tornando-se fonte de tentação e pecado para aqueles que as observam!

Por todas estas coisas, no carnaval aproveite para louvar o Senhor ainda com mais fervor. Ore por si, pelos seus e por todos aqueles que ainda não conhecendo a Salvação se entregam a estas abominações do mundo!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Natal

E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.
Mateus 2:11
Para muitos, o versículo indicado acima justifica a tradição mais comum do Natal: a troca de presentes!

Infelizmente esta tradição cresceu de tal forma que o Natal que se vive nos nossos dias está completamente desvirtuado! Corre-se de um lado para o outro, procurando comprar presentes para oferecer a familiares, amigos, conhecidos... e muitas das vezes esses presentes são caros e injustificados! Compram-se coisas que não se precisam ou muitas vezes não há posses para as pagar, para justificar estatuto social e outras coisas inúteis do género, esquecendo o verdadeiro espírito do Natal: o nascimento de Jesus Cristo nosso Salvador.

Mas voltando ao versículo indicado, será que se pode claramente afirmar que esta foi a primeira troca de presentes da história do Natal? Pessoalmente eu gosto de acreditar que nem foi a primeira nem foi a mais importante! O verdadeiro presente foi oferecido meses antes, quando o anjo Gabriel visitou Maria e ela ficou grávida. Esse sim, foi o primeiro presente do Natal: Deus ofereceu o seu filho para nos salvar!

Assim este primeiro presente foi uma oferta de amor: amor de Deus por todos nós e este deveria ser o espírito que nos deveria guiar nesta época, o espírito do amor! De que serve comprar o brinquedo mais recente e mais caro a um filho, se durante um ano inteiro o negligenciámos, de que serve aquela prenda caríssima para a mãe ou o pai se durante um ano inteiro os maltratámos, de que servem tantos presentes se na rua olhamos para o lado quando vemos a miséria alheia?

Um bom Natal não se deveria medir pelo número de prendas dadas e recebidas, mas pela quantidade de amor dado e recebido e pela paz da consciência limpa para com Deus e para com aqueles nos rodeiam.

A todos desejo um Bom Natal e que o Senhor vos abençoe a todos!

terça-feira, novembro 21, 2006

Recomeço

No princípio criou Deus os céus e a terra.
(génesis 1:1)


Não é que eu me queira comparar a DEUS todo poderoso no seu acto maravilhoso da criação, mas a verdade é que tenho este weblog há algum tempo e na realidade nunca fui capaz de definir uma "linha editorial" para o mesmo e hoje pensei em recomeçar! Mantenho os artigos anteriores, mas estou a fazer este blog nascer de novo, dando-lhe uma identidade marcadamente cristã.

Assim, daqui em diante, irei colocar aqui (espero que com mais regularidade do que aconteceu até aqui) alguns artigos que vou escrevendo (com a sagrada inspiração divina) que espero venham a servir a outros para acharem o caminho da salvação.

Que este blog possa ser também um instrumento de DEUS para alcançar mais almas e conseguir a conversão de novos crentes.

Que o Senhor vos abençoe a todos.

sábado, setembro 09, 2006

Métricas e o Diabo

Pois é...

desde esta manhã que estou para pegar no EZPublish, mas o Diabo tem andado a fazer das dele e não sou capaz de pegar nisto...

Agora estou a experimentar uma cena de "métricas" whatever that is...


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Desenvolvimentos interessantes

Nos ultimos dias tenho andado a fazer umas modificações interessantes ao meu linux/gnome:

  • Mudei os icones (esta é fácil)
  • Mudei o tema do cursor do X (o que também foi fácil depois de perceber onde tinha que mexer)
  • Coloquei o suspend a funcionar, só que pelos vistos não funciona bem pois quando reinicia, faz logo shutdown de seguida
  • Alterei os perfis da gestão de energia do processador o que implica que em vez de estar sempre a funcionar a mais de 60º agora aguenta-se nos 50!
Infelizmente ainda não consegui por os sensores a funcionar: acho que me falta um módulo para o kernel mas não encontro o sitio dele...

Agora vou tentar fazer umas coisas com o EZPublish para a página da Assembleia de Deus de Almada.




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segunda-feira, julho 24, 2006

... e as doenças continuam...

Agora que eu estou (pelo menos assim espero) à beira de ter alta e poder voltar à minha vida activa, descobrimos hoje que o Pedro pode ter bonquite asmática. Pelos vistos é herança genética da minha sogra e parece que minha também porque, segundo a minha mãe, também tive bronquite quando era puto!

Assim sendo vai estar mais uma semana em casa, o que quer dizer que já não volta a pôr os pés no colégio este ano lectivo e a Ana está oficialmente "de férias" (embora sejam para já umas férias um bocado más!).

Por outro lado eu estou, pelo menos aparentemente, a melhorar. Agora só espero amanhã conseguir falar com um médico, uma vez que o meu médico de familia está de férias (por alguma razão estão sempre indisponíveis quando precisamos deles...) e por isso vou ter que andar a implorar para que alguém fale comigo...

Se tiver alta, volto à actividade o que tem o seu quê de bom e o seu quê de mau: se eu voltar à actividade, a minha mãe vai ter que se mudar cá para casa uns dias para assistir a Ana! Enfim, com um bocado de sorte, dentro de uma semana ou duas tudo isto não passará de uma memória distante...


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